Independência do mercado interno
Não há soberania nacional sem o controle sobre a própria economia. Isto é o básico: o mercado interno deve ser controlado nos seus principais canais estruturais pelo governo nacional, combatendo ingerências exteriores (o que tem sido a regra na história do Brasil). Esta é a fonte principal de sua submissão neolocolonial. Os mandatos petistas de 2002 a 2016 não mudaram nada de essencial nesta estrutura de dependência. Por esta razão, devemos ter reservas e desconfianças acerca das “boas intenções” do governo ao falar em soberania nacional.
Na atualidade, a essência dos problemas econômicos brasileiros é a sua dependência de tecnologia estrangeira, tal como foi dependente de capitais imperialistas ao longo do século XIX e XX – e é ainda hoje! A espinha dorsal é a mesma, embora convertida em termos modernos: enquanto o Brasil exporta matéria-prima, importa produtos de alto valor agregado, gerando um déficit permanente que é atirado sobre as costas do povo.