Um Fundo de Investimentos na Transição Ecológica para o Brasil 1. Introdução O debate em torno da economia verde, em especial sobre como se desenhar a transição de uma economia tradicional para economia verde, é intenso. Muito tem se discutido em torno das novas matrizes energéticas, tecnologias mais eficientes e limpas e agricultura sustentável, mas pouco se consumou em relação à dinâmica dos investimentos, ou melhor, das condições de financiamento dos projetos desta nova matriz econômica. O quadro que se delineia sobre as fontes de recursos é extremamente complexo, principalmente se pensarmos em termos de fontes tradicionais de financiamento. Analisando em particular o Orçamento da União, podemos observar que a margem para investimentos é bastante restrita. Mesmo quando analisamos os fundos sobre a tutela de instituições constituídas já há algum tempo, como bancos de fomento e instituições financeiras tradicionais, observamos certa parcimônia no financiamento da transição ecológica. O Orçamento da União se encontra sequestrado pelo Congresso, mas além disso, o volume de recursos disponibilizado para investimentos (despesas discricionárias) são extremamente baixos frente às demandas para enfrentamento dos problemas tradicionais no país. Acreditamos que as novas demandas e as tradicionais não devem concorrer em termos orçamentário. Mesmo as instituições clássicas de fomento, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, já possuem suas estratégias desenhadas com uma agenda própria de investimentos para superação dos gargalos apresentados no interior da nossa economia. Desta forma, precisamos pensar uma alternativa eficiente para viabilizar investimentos estratégicos na transição ecológica.

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