Educando no antropoceno: saberes ancestrais para coabitar o mundo

Segundo IPCC 2022, o aumento de emissões globais de GEE exige “transformações rápidas em todos os setores para evitar os piores impactos climáticos”. O relatório aponta ainda que “as mudanças de comportamento e estilo de vida têm um papel fundamental na mitigação das mudanças climáticas”. Nessa tarefa civilizatória, a educação cumpre um papel estratégico para gerar novas posturas, orientações éticas e disposições ecológicas. O que se propõe é incorporar nos currículos escolares e acadêmicos, práticas e saberes de povos e comunidades tradicionais, visando suscitar outras formas de pensar, agir e se relacionar com o ambiente e com os demais seres com os quais coabitamos, tendo como fonte de inspiração as cosmovisões indígenas, quilombolas e afrocentradas. Além da valorização desses saberes, é fundamental assegurar o protagonismo intelectual dos sujeitos que os produzem, proporcionando sua atuação como educadores ancestrais.

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