Combate à fome atrelado ao combate às formas predatórias de produção de alimentos e ao monopólio das indústrias agroalimentares

As medidas de combate à fome têm que estar atreladas às medidas de desestímulo ao modelo predatório de produção de alimentos do agronegócio. As pequenas e médias propriedades devem ser subsidiadas na mesma proporção do agro, com recursos e assistência técnica agroecológica e Reforma Agrária Popular, para garantir a segurança e soberania alimentar dessas comunidades e abastecimento das cidades. Enquanto o agro deve estar condicionado obrigatoriamente a medidas de transição agroecológica, com prazo final estipulado. Não é justo que este setor seja fartamente suprido de recursos do Estado para contribuir com a fome e subalimentação das pessoas pela desertificação das terras, poluição das terras e das águas e controle do processamento e comercialização da diversidade produzida pelos pequenos. Parafraseando Tereza Campelo, o aumento da fome está diretamente relacionado à produção de grãos para exportação, ao desmatamento, à poluição, à concentração de riquezas e aos crimes ambientais.

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