Política de desenvolvimento da economia da sociobiodiversidade pelas populações tradicionais da Amazônia
Cerca de 80 mil famílias vivem e protegem mais de 25 milhões de hectares em 153 unidades de conservação de uso sustentável como as Reservas Extrativistas, onde usam e protegem os recursos da biodiversidade. As comunidades tradicionais são detentoras de práticas e conhecimentos que, juntamente com os povos indígenas, vêm protegendo a Amazônia e outros ecossistemas sem receber compensações por esse serviço ecossistêmico. Ao contrário, têm sido agredidos, assassinados, abandonados pelo Estado e sobrevivem à revelia dos esforços feitos para destruí-los. O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) propõe a implementação de uma política de desenvolvimento da sociobiodiversidade que combine infraestrutura, tecnologia de transformação de matérias-primas, acesso a sistemas de comunicação e comercialização e pagamento por serviços ambientais no preço dos produtos da sociobiodiversidade equilibrando os preços de mercado que não remuneram a proteção da floresta.