Mudanças nos padrões de consumo

Em 2021, a GFN (Global Footprint Network) identificou que era necessário 1,7 planeta para sustentar o padrão de consumo global. Não faz sentido propor, nos itens 48 e 49, mudança nos padrões de consumo e combate ao uso predatório dos recursos naturais e, no item 50, propor “consumo em massa”. É necessário então favorecer a produção de bens duráveis e não descartáveis, viabilizar de fato a política nacional de resíduos sólidos, promover a inclusão digital e o trabalho remoto (acelerado com a pandemia de Covid-19), promover a produção e o consumo locais e outra relação com a natureza. Tem que ficar claro como se promove a transição digital, ecológica e energética mencionadas no item 61. Aliás, a expansão da capacidade de produção de derivados de petróleo no Brasil (pré-sal, principalmente) proposta no item 75, é totalmente incoerente com os objetivos de se mudar o padrão de consumo e de se enfrentar a situação de emergência climática.

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