Desmatamento zero

Peter Carter, notório cientista do Climate Emergency Institute, divulgou, na semana de 20/Jun/2022, que as florestas Amazônica e a da África Central, que sofrem não só com o desmatamento, mas com a degradação, estão liberando no mês mais carbono do que absorvendo. Em tempos de agravamento da situação de emergência climática, insistir no “desmatamento líquido zero” (item 94) abre lacuna para mais desmatamento de áreas naturais antigas. Não se pode mais admitir desmatamento de áreas nativas, em todos os biomas brasileiros. São elas que retêm mais carbono. A expansão do agronegócio deve estar limitada à melhoria da produtividade em áreas já ocupadas, e também em áreas degradadas pelo próprio agronegócio (15% do território brasileiro está em processo de desertificação desencada pelo agronegócio). Dessa forma, o item 94 deveria ser mudado para “desmatamento zero”, especialmente na Amazônia, que sofre com o desmatamento e queimadas vorazes, fora a gigantesca área de floresta degradada.

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