Saúde como bem de consumo?
É importante desatrelar saúde da ideia de um bem a ser consumido. Parte da população não conhece o SUS, tem o seu atendimento como precário e paga planos de saúde. Mesmo muitos dos usuários do SUS desejam poder pagar um plano de saúde. Faz parte do desejo do “poder de consumo, poder de compra”. Por isso ainda existe, em grande parte da população, o foco na doença.
Uma saúde “ampla” que contemple os determinantes de saúde precisa ser considerada. Os ministérios cujas pautas têm como objetivo trabalhar estruturalmente os determinantes de saúde devem ter agendas colaborativas. Assim, pode-se, em muitas regiões, começar a construção de uma saúde completa pela estruturação dos seus determinantes como base. Saúde precisa de alegria, boas escolas, saneamento, segurança, empregos próximos, laser, horários de funcionamento de UBS compatíveis, salário justo, dignidade…
Esse deve ser o nosso direito e o dever do Estado.