Remodelar a UAB

A Universidade Aberta do Brasil (UAB), criada durante o governo do PT em 2005, encontra-se em pleno processo de sucateamento. O avanço no uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) não foi acompanhado por investimentos no setor: as bolsas para professores (R$1.300,00) e tutores (R$765,00) são as mesmas desde a criação da UAB (conforme o IGP-M, as bolsas deveriam ser de R$4.552,55 e R$2.680,00). Atualmente, professores e tutores com dedicação parcial são cobrados para produzir mais e mais recursos digitais sem qualquer tipo de auxílio para a compra de equipamentos, contratação de internet etc. Outrossim, muitos alunos em situação de vulnerabilidade social tem extrema dificuldade em acompanhar as aulas, posto que não dispõem de aparelhos e internet adequados. Doutra feita, o número de cursos e vagas tem crescido: neste ano, foram abertas 100 mil vagas para ingresso no ano que vem. Assim, há uma grande distância entre o ensino presencial e EAD, e entre o EAD público e privado (que investe pesadamente e goza hoje com mais alunos que o setor público). Neste sentido, sugiro que a UAB seja remodelada conforme as premissas da educação à distância defendidas por Charles Wedemeyer (o grande teórico do assunto): profissionais bem remunerados, estrutura para produção de materiais digitais e oferta de equipamentos a baixo custo para estudantes, docentes e tutores.

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