PELA REVOGAÇÃO TOTAL DO NOVO ENSINO MÉDIO E DO NOVO ENEM – BANIR ESSE DESCASO DEVE SER UM COMPROMISSO : "Novo Enem deve ser cada vez menos conteudista" disse a autora do relatório do CNE (Conselho Nacional de Educação). No novo ensino médio, a carga horária dos estudantes passa de 2400h para 3000h. Contudo 1200 dessas horas (mais de 1/3 da carga horária total) será destinada aos "itinerários formativos" (núcleos de estudo que ficam a critério do aluno escolher). Na prática o aluno perde 600 horas de conteúdo programático obrigatório. Alinhado ao discurso de Maria Helena Guimarães (citado anteriormente), o objetivo central e colocado de forma velada pelas inserções em rádio, tv e internet é deixar o ensino cada vez mais pobre cultural e socialmente, além de produzir um aluno que irá adquirir os conteúdos da forma mais superficial possível e se verá ao final do período escolar inapto a desenvolver o pensamento crítico necessário para entender e discernir acerca dos caminhos da nossa sociedade tão ampla e diversa.
Concomitantemente a esse projeto “desconteudista” nas escolas, o novo Enem se tornará uma prova cada vez mais interpretativa, com o propósito de pôr fim às mais variadas críticas ao atual mandatário, pois introduzir o ensino superficial nas escolas e aplicar uma prova totalmente desconexa de qualquer vestibular respeitado desse país – sempre foi o objetivo desse governo.
Um questionamento que não pode deixar de ser feito é: as universidades – sobretudo as públicas – aceitarão esse tipo de prova como requisito para a entrada em suas instituições?
A pedagogia de Paulo Freire – patrono da educação brasileira – não pode se perder tão abrupta e fugazmente para um projeto desmoralizador da análise, do julgamento, do pensamento e do entendimento uníssono das áreas do saber e de sua aplicação num mundo tão complexo e multifacetado.
Um Brasil “de volta ao futuro” não pode aceitar, tão pouco corroborar com o que só pode ser visto como um acinte à pedagogia crítica de Paulo Freire.